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15 de fevereiro de 2014

A barbárie no contexto social

  Está semana a perplexidade e tristeza tomou conta do lar de milhões de brasileiros que acompanharam os noticiários sobre a morte do repórter e cinegrafista da Rede Bandeirantes de Televisão: Santiago Andrade, de 49 anos. Ao ter sido atingido por um rojão, acendido e lançado por dois jovens. Um de 22 e outro de 23 anos, que já estam presos.Tudo ocorreu quando o referido profissional, filmava as manifestações que aconteciam no centro da cidade do Rio de janeiro, por conta do aumento das passagens de ônibus. Santiago Andrade, tinha 20 anos de profissão, deixa esposa e quatro filhos. Trata-se de um fato deplorável, não por tratar-se de um profissional da mídia, mas sim pela concepção de valor que a vida passou a ter, até porque, a vida de todos é importante. Todos que o conheciam, segundo a mídia, o admiravam pela sua generosidade. Isto é fácil de notar, a partir da atitude que a família teve ao doarem todos os órgãos do cinegrafista, com a finalidade de oferecer a outros a chance de viver. Um gesto nobre e altamente louvável. Na minha concepção é um exemplo a ser seguido.

  Neste caso específico, vejo a violação da  liberdade de imprensa, que está amparada pela lei n° 2.083 de 12 de novembro de 1953, artigo: 01 que diz: "É livre publicação e circulação no território nacional de jornais e outros periódicos". Digo isto porque, para se gerar informação é imprescindível também, a presença do cinegrafista para fazer as imagens, o que em situações como está é inviável. Contudo, temos ainda, a violação do direito de ir  e  vir que é amparado pela constituição federal no seu artigo 5° inciso XV, o que a meu ver, passa a tornar injustificável  não o direito a mobilização, mas sim a participação de marginais que infiltram-se nas manifestações para promoverem o terror. A Constituição federal é bem clara  em dizer em seu artigo: 5° inciso XVI: "Todos podem reunir-se pacificamente, sem armas, em locais abertos ao público, independente de autorização, desde que não frustem outra reunião anteriormente convocada para o mesmo local, sendo apenas exigido prévio aviso à autoridade competente". Ao realizar minhas análises sob o ponto de vista humanístico, jurídico e social, não fico estarrecido com o progressivo aumento da violência no mundo, o que revela o estado de plena barbárie, no qual estamos inseridos. Digo isto, em face do déficit educacional e de uma série de mazelas que o Brasil e outros países encontram-se inseridos. A meu ver, a única solução possível para todo este caos, passa indiscutivelmente pela educação dada pelos pais e na inserção de uma educação de qualidade, ou seja, em suma, a revolução travada por muitos nas ruas é permitida por lei, porém a revolução de que falo aqui refere-se a transformação interior. A reformulação interior sim, é capaz de fazer com que tenhamos uma sensível mudança no aspecto social, pois o que almejamos que ocorra do lado de fora, nasce dentro de cada um de nós. Seja um sonho, a elaboração de um projeto e sem dúvidas a mudança de valores não foge a regra. Muitos falam e defendem a justiça com as próprias mãos e não se apercebem que as injustiças que vemos é fruto da ausência de valores humanísticos, e que não é tendo, como ponto de partida, a transformação através do extermínio de uma pessoa, o resultado para isto, mas sim na remodelagem do que muitos pensam, pois pelo simples fato de se pensar, em fazer mau a quem quer que seja, algo já está fora da normalidade. Para está mudança é indispensável que muitos façam um mergulho para dentro de si mesmos. Assim poderão detectar o que está errado, e encontrar o caminho para a solução e consequente evolução saudável da humanidade. 

  Para muitos, pode parecer utopia está concepção de vida, mas a despeito dos que não acreditam em mudança e em Deus, independente de religião, uma simples reflexão é suficiente para que todos percebam que não há outro caminho. Diante do exposto, desejo a todos os familiares e amigos do nobre cinegrafista tenham muita força, e que Deus, conforte a todos. Deixo a imagem em tela, como forma de demonstrar a importância do profissional Santiago Andrade e o esplendoroso legado que o mesmo, deixa. A imagem da  câmera solitária, em tela, reflete a ausência de um exímio trabalhador, do ramo de filmagem. Em nome de toda está barbárie, conclamo a que todos, reflitam. Tenham um ótimo dia.



João Costa.