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7 de novembro de 2012

Religião dentro do contexto social


   Falar de religião é um assunto que por vezes torna-se extremamente polêmico em virtude da religiosidade das pessoas e das divergências que encontram-se dentro do tema. O intuito desta abordagem, tem como finalidade, ressaltar a impossibilidade de termos paz e tudo que há de melhor sem  se não tivermos Deus, independente de credo religioso, como o norte em tudo na vida. Não tenho aqui, a pretensa ideia de intuir, ditar regras ou preceitos religiosos, pois cada um tem a sua religião o que, a rigor faço questão de respeitar. Tratar desta temática requer muito tato para que não haja uma interpretação equivocada por quem quer que seja. A missão de Deus na terra não foi a de instituir religiões, mas a de implementar um ideal de amor, integração, empatia, solidariedade e socialização. Sentimentos  transformadores que proporcionam a evolução de um indivíduo enquanto ser humano etc.

  Viver bem é tão fácil. O fator complicador são os egoísmos, arrogâncias, orgulhos, e a falta de um exercício que considero fundamental para qualquer um, que é o amor pelo próximo. Trata-se de uma tarefa simples que apenas precisa ser trabalhada todos os dias através de gestos tão simples. Penso, que a mudança dessa visão é fundamental para um bom convívio social, pois não temos como viver de maneira salutar sem comunicar-se bem com o nosso semelhante. Isso serve para tudo. No relacionamento entre amigos, irmãos, amoroso, no trabalho e em todas as áreas. Na atual conjuntura do nosso planeta é bem claro que vivemos dentro de um contexto repleto de descobertas e de avanços tecnológicos porém, sem avanços de mentalidades e atitudes no campo social torna-se difícil existirem mudanças. As redes sociais são um exemplo bem clássico disso. As pessoas só  comunicam -se sem generalizar, através de redes sociais  decorrente do medo que a priori é bem justificável em virtude da violência vivida nos dias de hoje no nosso mundo.  Friso a importância de percebermos que com este advento, o processo de individualização do ser humano tem crescido e desfavorece a sociabilidade. Isso é muito triste se olharmos o passado.  O fato é que hoje torna-se ainda mais impactante se imaginarmos como será o futuro de nossos filhos dentro desta redoma que ao invés de sociabilizar contribui para individualizar e bloquear as relações sociais. Um fator prejudicial para o bom desenvolvimento intelectual, social e econômico de qualquer pessoa. Ressalto que, as redes sociais são importantes, no entanto, devemos atentar-nos para que a socialização não fique de lado porque esta é a mola propulsora para a evolução da humanidade.

   Com base em todo este contexto, fica evidente a necessidade do desenvolvimento tecnológico, mas temos que colocar tudo em uma balança e ponderarmos que è essencial a existência também  de uma corrente que mobilize o processo de sociabilidade para que possamos viver dentro de uma sociedade mais justa, equânime, pacífica e, sobretudo humanitária.


João Costa.